Com 59 casos suspeitos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas sob investigação no Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou uma coletiva de imprensa na quinta-feira (2/10) para fornecer informações e orientações ao público. Um dos pontos principais é o perigo de contaminação em bebidas não destiladas, como vinho e cerveja.
De acordo com o Ministério da Saúde, a cerveja, que é a bebida alcoólica mais consumida no país, apresenta um risco menor de contaminação por metanol em comparação com as bebidas destiladas.




“Estamos diante de um crime envolvendo produtos destilados, incolores, onde se têm técnicas de adulteração desse produto que você não tem no caso de cerveja, que é uma bebida que tem a tampa, tem gás, e é muito mais difícil de adulterar”, afirmou Padilha. Até o início desta sexta-feira (3/10), não havia nenhum registro de possível contaminação em cervejas.
De acordo com o ministro, em casos anteriores de cervejas adulteradas, como o da cervejaria Backer, a contaminação ocorreu devido a defeitos no processo de fabricação, e não por modificações criminosas, como é o caso suspeito atualmente. Entretanto, até que a investigação seja concluída, não é possível afirmar com certeza.
“Naquele caso, você identifica qual o lote da produção. É diferente do processo de adulteração que está se identificando atualmente, que provavelmente foi feito depois da produção dessas bebidas. Alguém adulterou essas garrafas”, explicou.
Brasil é um dos países que mais consome cerveja no mundo
O Relatório Global de Consumo de Cerveja de 2024, da Kirin Holdings, o Brasil é o 25º país que mais consome a bebida no mundo. A pesquisa também informa que a média de consumo é de 69,3 litros por habitante anualmente.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que a população, neste momento, evite o consumo de destilados. Enquanto a investigação não for concluída, não é possível rastrear a fonte da contaminação e para onde as garrafas adulteradas foram distribuídas. Até agora, foram registrados casos em São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal. Uma morte já foi confirmada por intoxicação em bebidas alcoólicas, enquanto outras seis estão em investigação.
