Nesta sexta-feira (15), especialistas reforçaram o alerta sobre os riscos da hipertensão arterial, condição que afeta mais de 30% da população adulta brasileira. Conhecida como “assassina silenciosa”, a pressão alta pode provocar danos graves ao coração, cérebro e rins, mesmo sem sintomas perceptíveis. Estima-se que cerca da metade dos hipertensos não tenha diagnóstico, e entre os que sabem, muitos interrompem o tratamento por não sentirem desconforto. As informações são do O Globo.
A pressão alta é um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, perda de visão, insuficiência renal e até demência. Diretrizes internacionais já indicam atenção para valores entre 120–139/70–89 mmHg, principalmente em pacientes com outros fatores de risco, como diabetes, colesterol elevado ou histórico de doenças cardiovasculares.


Controle depende de hábitos e acompanhamento médico
Medir a pressão regularmente é o primeiro passo. Com aparelhos digitais, o monitoramento pode ser feito em casa, desde que respeitadas orientações como repousar antes da aferição e evitar esforços físicos ou consumo de café imediatamente antes. Anotar os valores e as condições do momento da medição auxilia o médico a ajustar o tratamento.
Mudanças no estilo de vida são essenciais: redução do sal, prática de atividade física de pelo menos 150 minutos semanais, controle do peso, moderação no consumo de álcool, abandono do cigarro e alimentação equilibrada. Em casos em que essas medidas não são suficientes, o uso de medicamentos, muitos deles fornecidos gratuitamente pelo SUS, é necessário, sempre com adesão rigorosa.
De acordo com estudos, quedas de apenas 2 mmHg na pressão sistólica já reduzem significativamente o risco de morte por doenças cardíacas. A hipertensão atinge pessoas de todas as idades e classes sociais, mas é mais letal em regiões com menor acesso a diagnóstico e tratamento. Especialistas reforçam que controlar a pressão é um investimento diário para garantir mais saúde e longevidade.
