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Efeito rebote: 82% voltam a engordar depois de interromper Mounjaro, diz estudo

Nova análise científica indica que os benefícios do remédio podem desaparecer quando o tratamento é interrompido
Efeito rebote: 82% voltam a engordar depois de interromper Mounjaro, diz estudo

A discussão sobre remédios para perda de peso ganhou mais um capítulo importante. Um novo estudo revelou que grande parte dos usuários de Mounjaro volta a engordar após interromper o tratamento — e esse reganho de peso pode anular os resultados alcançados. As informações são da CNN Brasil.

Segundo o levantamento, 82% das pessoas que emagreceram usando o medicamento recuperaram pelo menos 25% do peso perdido dentro de um ano após suspender o uso. E não para por aí: quanto maior o ganho de peso, maior foi a perda dos benefícios que antes tinham sido conquistados, como melhora do colesterol, da pressão arterial e da resistência à insulina.

O estudo foi publicado na revista científica JAMA Network Open e analisou dados do ensaio clínico SURMOUNT-4, que acompanhou 308 participantes. A pesquisa avaliou mudanças em parâmetros cardiometabólicos com base no quanto cada pessoa voltou a engordar depois do fim do tratamento.

Resultados mostram que manter o tratamento é essencial para preservar os efeitos

Os participantes incluídos na análise eram pessoas que tinham perdido ao menos 10% do peso corporal após 36 semanas usando tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro. Os dados foram coletados de 2021 a 2023 e reanalisados entre 2024 e 2025.

Entre aqueles que tiveram forte reganho de peso — acima de 75% do que haviam eliminado — os benefícios cardiometabólicos praticamente desapareceram. Por outro lado, quem conseguiu manter a perda mesmo sem o remédio continuou apresentando pressões, medidas de cintura e índices metabólicos mais saudáveis.

Para os pesquisadores, os achados reforçam que obesidade é uma condição crônica, e o tratamento não deve ser encarado como algo passageiro. Eles também destacam que mudanças de hábitos e acompanhamento profissional são partes indispensáveis do processo.

Em nota enviada à CNN Brasil, a fabricante Eli Lilly afirmou: “A obesidade é uma doença crônica e progressiva que frequentemente requer tratamento de longo prazo. Assim como outras condições crônicas, a terapia deve continuar quando houver indicação médica para a manutenção dos benefícios”.

A empresa também ressaltou que “mudanças no estilo de vida – dieta, exercícios e acompanhamento – podem não proporcionar perda de peso suficiente e sustentada para garantir saúde a longo prazo para todas as pessoas”, defendendo abordagens combinadas e personalizadas.

alfinetei

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