A perda de peso em ritmo acelerado, impulsionada por métodos como canetas emagrecedoras e cirurgias bariátricas, tem provocado alterações visíveis no rosto e aumentado a procura por procedimentos estéticos, segundo análise recente. As mudanças incluem flacidez e modificação no contorno facial, especialmente em pacientes mais jovens. As informações são do O Globo.
Com a redução rápida da gordura corporal, áreas centrais do rosto passam por alterações que evidenciam sulcos e diminuem a sustentação da pele. Esse processo cria um contraste entre o corpo mais magro e uma aparência facial associada ao envelhecimento precoce.



Mudanças estruturais e novas demandas
Especialistas indicam que o fenômeno vai além de questões superficiais e envolve a estrutura do rosto. Sinais como flacidez na região malar e aprofundamento do sulco nasogeniano tornam-se mais perceptíveis após emagrecimento intenso.
Esse cenário tem levado pacientes a buscar alternativas que restaurem proporções faciais. Métodos como radiofrequência, ultrassom microfocado e bioestimuladores atuam na qualidade da pele, mas não resolvem totalmente a perda de sustentação.
Alternativas intermediárias ganham espaço
De acordo com a médica Thamy Motoki, há aumento na procura por abordagens que atuam no reposicionamento dos tecidos faciais, especialmente entre pessoas que não obtiveram resultado satisfatório com técnicas menos invasivas e evitam cirurgias tradicionais.
“Em alguns casos, são consideradas técnicas como o Nanolift Motoki, que têm justamente essa proposta de reposicionar a região malar com uma abordagem menos invasiva”, explica.
A proposta dessas abordagens é recuperar proporções alteradas durante o emagrecimento, sem promover mudanças marcantes na fisionomia.
Novo olhar sobre envelhecimento facial
O avanço desse tipo de demanda indica mudança na forma como o envelhecimento é compreendido. A atenção deixa de focar apenas em rugas ou volume e passa a considerar impactos estruturais relacionados à perda de peso.
“O resultado é uma mudança no entendimento do envelhecimento facial. Não se trata apenas de tratar rugas ou volume, mas de lidar com alterações estruturais que surgem com a perda de peso acelerada”, conclui a especialista.
