William Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, quebrou o silêncio nesta quinta-feira (9) após ser condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Em vídeos publicados nas redes sociais, o empresário negou as acusações e afirmou que jamais tocou a vítima de forma inadequada.
Segundo William, o contato entre os dois aconteceu apenas durante fotos solicitadas pela própria mulher em uma festa realizada em Jussara (GO). Ele sustenta que colocou as mãos apenas nas costas dela durante os registros.
“Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso em toda a minha vida. Mas ela continua dizendo que eu botei a mão na bunda. O que aconteceu? Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: ‘Essa foto não ficou boa’. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: ‘Outra foto’. Tirei três fotos com essa menina.”
Na sequência, o empresário afirmou que passou a desconfiar da atitude da mulher após ela retornar ao local acompanhada de outra pessoa que estaria gravando a situação.
“Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada. Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito alguma coisa física com ela.”
William diz que percebeu uma suposta armação
Durante o pronunciamento, William declarou que a mulher teria insistido em novas aproximações e afirmou acreditar que havia uma tentativa de provocar algum tipo de reação física.
“De repente, ela volta do nada e entra na minha frente. Na hora em que eu vi do lado, uma outra menina, que eu acho que era namorada dela, estava filmando à distância. Tomei um susto. Ela botou o rosto na minha frente, querendo pegar um beijo. Meteu o rosto dela na minha frente. Assustei e fugi. Na terceira vez falei para o meu amigo: ‘Vamos embora porque essa menina está mal-intencionada’.”
Ainda segundo ele, a situação voltou a se repetir pouco depois. “Não é que ela volta de novo, com a mesma menina filmando, vindo para me abraçar? Tem um vídeo em que eu estou com os dois braços abertos. Ela queria um contato físico comigo.”
O empresário também afirmou que a mulher teria continuado a provocar a situação.
“Ela começa a xingar a minha mãe e irmã de novo. Ela estava tentando uma agressão física. Só que ela não conseguiu porque eu percebi a maldade dela. Depois ela voltou de novo e de novo. Ela tentou tirar alguma coisa de mim. Eu estava com os dois braços abertos porque não queria tocar nela.”
Empresário contesta condenação
William ainda afirmou que considera ter sido a verdadeira vítima do episódio e questionou o comportamento atribuído à denunciante.
“O mais louco da situação é que estava cheio de segurança no local. A pessoa que é importunada sexualmente, a primeira coisa que vai fazer é gritar para o segurança. Ela nunca fez isso. Estava preocupada só em gravar e mandou para o Leo Dias as gravações. Não está estranho para uma mulher que sofre importunação sexual não ter feito nada, não ter gritado e, de repente, o vídeo estar no Leo Dias, um vídeo em que eu não estou fazendo nada e ela está em cima de mim? O importunado fui eu.”
A condenação foi definida pela 1ª Câmara Criminal do TJ-GO após análise de recurso apresentado pela vítima. Os desembargadores entenderam que havia provas suficientes para condenar William pelo primeiro episódio descrito na denúncia do Ministério Público de Goiás, relacionado a um registro fotográfico durante a festa. Em relação ao segundo fato investigado, a Corte manteve a absolvição por insuficiência de provas.
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