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Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar arma apreendida pela PMDF

Defesa do ex-presidente terá prazo de 24 horas para esclarecer presença de pistola
Jair Bolsonaro (Foto Reprodução Redes Sociais)

Jair Bolsonaro (Foto Reprodução Redes Sociais)

Nesta terça-feira (16/6), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente explicações em até 24 horas sobre uma pistola registrada em nome de Jair Bolsonaro encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal. A decisão questiona a permanência do armamento na residência de Jair Bolsonaro e as circunstâncias que levaram o agente do GSI a transportar a arma.

Alexandre de Moraes destacou na decisão que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos de prisão. O ministro também solicitou informações à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sobre a fiscalização das determinações impostas durante o período da medida judicial.

A apreensão da arma aconteceu na noite de segunda-feira (15/6), durante uma abordagem da PM em uma fiscalização realizada no Pistão Norte, em Taguatinga. Conforme relato do policial responsável pela ação, o integrante do GSI informou inicialmente que trabalhava para Jair Bolsonaro e, após questionamentos dos agentes, afirmou que a pistola pertencia ao ex-presidente.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o agente declarou que recebeu a arma na própria segunda-feira para realizar um reparo após identificar uma falha no equipamento. Segundo a versão apresentada pelo agente, a intenção era finalizar o serviço e devolver o armamento nesta terça-feira.

“A Defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento;

Sargento do Exército apresentou justificativa para retirada da arma

A pistola estava sob posse do sargento do Exército Brasileiro Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Gabinete de Segurança Institucional. Durante a abordagem, Estácio Leite da Silva Filho foi levado à 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, para prestar esclarecimentos.

Segundo o depoimento apresentado por Estácio Leite da Silva Filho, o armamento foi retirado para passar por manutenção após uma falha mecânica. A justificativa apresentada aponta que o problema estaria relacionado ao percussor da pistola e teria solução simples.

alfinetei

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