Estudos aguardados há anos e novas aprovações regulatórias indicam que 2026 poderá ampliar de forma significativa as opções de tratamento para doenças de alto impacto, como obesidade, diabetes, Alzheimer, câncer e doenças infecciosas. Levantamento divulgado pelo O GLOBO reúne os principais destaques previstos para 2026.
1. Pílulas para perda de peso
Medicamentos orais contra obesidade devem ser aprovados, como a orforgliprona (Eli Lilly), que mostrou perda de até 12,4% do peso em estudos. Também é esperada a semaglutida oral em dose maior, ampliando alternativas às injeções.


2. Injetáveis ainda mais potentes para obesidade
Novas drogas prometem resultados próximos aos da cirurgia bariátrica. O CagriSema reduziu até 22,7% do peso, e a retatrutida alcançou 28,7% em testes clínicos.
3. Genéricos do Ozempic
Com o fim da patente da semaglutida no Brasil, versões genéricas e similares devem reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento de diabetes e obesidade.
4. Novas drogas para Alzheimer
Medicamentos que atuam contra a proteína tau, associada aos sintomas da doença, podem ser aprovados. Há também novos anticorpos antiamiloide em avaliação, com formas de aplicação mais simples.
5. Terapia com células-tronco para diabetes tipo 1
O zimislecel, da Vertex, poderá ser submetido à aprovação. Em estudos, alguns pacientes deixaram de precisar de insulina após uma única aplicação.
6. Vacinas de RNA mensageiro contra o câncer
BioNTech e Moderna avançam com vacinas terapêuticas, com destaque para a de melanoma, que reduziu significativamente o risco de morte e recorrência em fases anteriores.
7. Novo tratamento para insônia
O lemborexante (Dayvigo), já aprovado pela Anvisa, deve chegar ao Brasil com mecanismo diferente dos sedativos tradicionais e menor risco de dependência.
8. Nova vacina contra dengue no SUS
A vacina do Instituto Butantan, de dose única, deve entrar no Programa Nacional de Imunizações, permitindo ampliar a vacinação com produção nacional em larga escala.
9. Primeira vacina brasileira contra a Covid-19
A SpiN-TEC, desenvolvida pela UFMG, deve entrar na fase final de testes e iniciar submissão à Anvisa, tornando-se a primeira vacina totalmente nacional a chegar a esse estágio.
10. Novo remédio contra malária resistente
O GanLum, da Novartis, apresentou taxa de cura de 97,4% em casos resistentes e pode ser liberado para uso em 2026.
