A tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de romper a tornozeleira eletrônica com um equipamento de solda, no último sábado (21/11), jogou holofotes sobre um problema mais amplo no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), outros 59 custodiados violaram tornozeleiras ao longo de 2025. Os dados, enviados à coluna, foram atualizados neste domingo (23/11).
Hoje, o DF monitora 1.673 pessoas por meio de tornozeleiras eletrônicas — todas acompanhadas 24 horas por dia pelo sistema do Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico (CIME). As 59 ocorrências registradas representam 3,5% do total de monitorados, índice que inclui casos de rompimento, tentativa de bloqueio de sinal ou manipulação do dispositivo.




A Seape informou que dispõe de 4 mil tornozeleiras em estoque e que qualquer tentativa de burlar o equipamento aciona um alerta imediato no sistema. A partir daí, o órgão comunica o juiz responsável para que sejam tomadas as medidas necessárias em cada situação.
Caso Bolsonaro intensifica debate sobre o sistema
A violação ganhou repercussão nacional depois que Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, o ex-presidente utilizou uma ferramenta de solda para tentar danificar o equipamento — ação que motivou sua detenção imediata.
A Seape reforça que todas as ocorrências seguem protocolo rígido e que cada alerta é tratado de forma individualizada pela Justiça.
