O tratamento contra obesidade e diabetes tipo 2 pode se tornar mais acessível para alguns pacientes brasileiros. Uma farmacêutica nacional anunciou um novo programa que promete reduzir custos de medicamentos bastante procurados atualmente.
A iniciativa envolve remédios à base de semaglutida, substância que ganhou destaque nos últimos anos por auxiliar tanto no controle da glicemia quanto na perda de peso. As informações são do O Globo.




Novo projeto oferece valores reduzidos e busca ampliar acesso ao tratamento com semaglutida
A Eurofarma anunciou o lançamento do programa EuroCuida, que prevê preços reduzidos para pacientes que utilizam medicamentos com semaglutida. Entre eles está o Poviztra, indicado para o tratamento da obesidade e considerado equivalente ao Wegovy.
Além disso, o programa inclui o Extensior, versão semelhante ao Ozempic, voltado ao tratamento do diabetes tipo 2.
Valores promocionais são focados no início do tratamento
Com o novo programa, as doses iniciais do Poviztra, de 0,25 mg e 0,5 mg — utilizadas nos dois primeiros meses — passam a custar R$ 599,00, o equivalente a cerca de R$ 299,50 por mês. Já a dose seguinte, de 1 mg, poderá ser adquirida pelo mesmo valor, desde que a compra seja feita dentro de até 80 dias após o início da terapia.
Para o Extensior, indicado no tratamento do diabetes tipo 2, os valores iniciais começam em R$ 399,00 nas primeiras dosagens de 0,25 mg e 0,5 mg. A apresentação de 1 mg também poderá ser adquirida por R$ 599,00 dentro das condições do programa.
Fora do programa, a dose de 1 mg pode custar cerca de R$ 850 por mês, enquanto a dosagem mais alta para perda de peso, de 2,4 mg, pode chegar a aproximadamente R$ 1,5 mil mensais.
Parceria internacional permitiu lançamento antecipado
A comercialização dos medicamentos foi viabilizada por um acordo entre a Eurofarma e a Novo Nordisk, responsável pelo desenvolvimento da molécula da semaglutida.
Esse acordo permitiu que versões equivalentes fossem vendidas no Brasil desde outubro do ano passado, antes mesmo do encerramento oficial da patente da substância no país, que ocorreu em março.
Novos registros ainda dependem de aprovação regulatória
Apesar do fim da patente, novos medicamentos à base de semaglutida ainda aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o órgão regulador, existem atualmente 16 pedidos de registro em análise relacionados ao princípio ativo.
De acordo com a empresa, os medicamentos incluídos no programa podem ser, em média, até 17% mais acessíveis do que os produtos de referência disponíveis hoje no mercado.
