O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em Brasília, na manhã de sexta-feira (13/03), após agravamento no estado de saúde durante a madrugada. Exames médicos confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que levou ao início de tratamento com antibióticos e acompanhamento intensivo. As informações são do g1.
O quadro incluiu febre alta, sudorese e calafrios. A equipe médica informou que o paciente também apresentou vômitos e falta de ar ao longo da noite, situação que motivou o encaminhamento para atendimento hospitalar.



Boletim médico detalha diagnóstico e tratamento de Jair Bolsonaro
O boletim médico informou que exames de imagem e análises laboratoriais confirmaram o diagnóstico. O documento afirma: “Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”.
O cardiologista Brasil Caiado relatou que a condição se agravou durante a madrugada. Segundo o médico, “estava bem ontem à noite. Quadro agudo que começou por volta de 2h, 3h da manhã, a progressão foi muito rápida”.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado para atendimento por volta das 7h40 com suspeita inicial de pneumonia. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência conduziu o ex-presidente até o hospital, com chegada perto das 8h50.
A equipe médica informou ausência de previsão de alta. O tratamento inclui dois antibióticos e acompanhamento contínuo enquanto os profissionais observam a resposta do organismo à medicação. O médico explicou: “Foi iniciado medicamento, são dois antibióticos, ele obteve uma pequena melhora, mas ainda reclama de enjoo, dor de cabeça, dores musculares e temos que aguardar o efeito do medicamento”.
A avaliação médica indica permanência hospitalar de pelo menos sete dias durante o uso de antibióticos por via venosa. O cardiologista acrescentou que a definição do tempo total de internação depende da evolução clínica do paciente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente permanece custodiado na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, local conhecido como Papudinha.
Relatos anteriores indicam outros atendimentos médicos desde o início da prisão. Em setembro do ano passado, quando cumpria prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu atendimento após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro deste ano, durante detenção na Superintendência da Polícia Federal, passou por internação após mal-estar seguido de impacto da cabeça contra um móvel da cela.
No mesmo mês ocorreu transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar, realizada a pedido da defesa. O espaço conta com estrutura de apoio médico permanente, fisioterapia e adaptações como barras de apoio na cama.
Advogados apresentaram pedidos de prisão domiciliar com base em questões de saúde. As solicitações receberam negativa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
Uma junta médica da Polícia Federal avaliou a condição de saúde do ex-presidente e concluiu que, apesar da necessidade de acompanhamento médico, existem condições para permanência na unidade militar.
