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Defesa pede cirurgia urgente para Bolsonaro após exames; saiba motivo

Advogados solicitam autorização do STF para internação hospitalar fora do sistema prisional
Defesa pede cirurgia urgente para Bolsonaro após exames; saiba motivo

A situação de saúde de Jair Bolsonaro voltou ao centro do debate jurídico neste fim de semana. Os advogados do ex-presidente protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para autorização de um procedimento cirúrgico considerado urgente, após novos exames realizados enquanto ele está preso em Brasília.

Bolsonaro passou por uma ultrassonografia no domingo (14/12), dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena desde o fim de novembro. O exame identificou duas hérnias inguinais, condição que, segundo os médicos responsáveis, exige intervenção cirúrgica e não pode ser tratada de forma definitiva dentro do ambiente prisional.

De acordo com a defesa, a recomendação médica é que a cirurgia seja feita em hospital, com internação estimada entre cinco e sete dias, no DFStar, na capital federal. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

O que dizem os médicos e a defesa

“O médico responsável pelo acompanhamento, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias”, diz a defesa de Bolsonaro.

No fim de semana, os advogados já haviam informado, por meio das redes sociais, que os exames apontaram duas hérnias inguinais. Segundo o advogado João Henrique de Freitas, “os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”.

A autorização para a realização do exame dentro da cela foi concedida no sábado (13/12) por Alexandre de Moraes, após solicitação formal da defesa. O pedido inicial havia sido feito na quinta-feira (11/12).

A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou tecido abdominal se desloca pela região da virilha, causando inchaço, dor e desconforto, especialmente durante esforços físicos.

Bolsonaro está detido desde 22 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Inicialmente, cumpria prisão preventiva, que foi convertida em regime fechado após o trânsito em julgado do processo relacionado à trama golpista, em 25 de novembro.

O novo pedido da defesa surge após Moraes afirmar que documentos médicos anteriores eram antigos e determinar a realização de uma perícia médica oficial pela Polícia Federal, com prazo de 15 dias — prazo que ainda está em andamento. Mesmo assim, os advogados insistem que há agora um relatório atualizado que justifica a urgência do procedimento.

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