Jorge Messias, o atual advogado–geral da União, está entre os principais candidatos para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) após a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, de se afastar antecipadamente. Essa saída cria uma oportunidade para que o presidente Lula faça sua terceira indicação à Corte durante o mandato atual.
Trajetória e formação
Nascido em 25 de fevereiro de 1980, em Recife, Pernambuco, Messias construiu uma sólida carreira jurídica. Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e obteve os títulos de mestre e doutor em Direito pela Universidade de Brasília (UnB).



Desde 2007, o pernambucano integra os quadros da Advocacia-Geral da União (AGU) como procurador da Fazenda Nacional. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos na administração pública federal.
Experiência no governo
Antes de comandar a AGU, Messias exerceu funções importantes no Executivo. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico tanto no Ministério da Educação quanto no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A escolha de Lula para nomeá-lo advogado-geral foi interpretada como um gesto de aproximação com o segmento evangélico, já que Messias é membro da Igreja Batista.
Perfil pessoal e ligação com Lula
Aos 45 anos, Messias é casado com Karina e pai de dois filhos, Vitória e João Pedro. Mantém suas raízes pernambucanas e é torcedor do Sport Club do Recife.
A relação de proximidade com o presidente Lula é considerada um dos principais fatores de sua ascensão política. Messias é visto como homem de confiança do presidente, o que fortalece sua posição dentro do governo – mas também pode gerar resistência no Senado, caso seja formalmente indicado ao STF.
Messias já havia sido cogitado para a vaga deixada pela ministra Rosa Weber, em 2023, mas Lula acabou escolhendo Flávio Dino, então ministro da Justiça.
Outros cotados para a vaga no STF
Além de Messias, outros nomes aparecem na lista de possíveis indicados. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, é considerado favorito por ter ampla interlocução no mundo político e no Judiciário. No entanto, Lula já manifestou preferência por Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, embora nos bastidores o senador tenha indicado que prefere ser ministro do STF.
O controlador-geral da União, Vinicius de Carvalho, também é cotado, apesar de seu nome ter menos força. Ele ganhou destaque após sua participação na CPMI que investiga fraudes em aposentadorias do INSS.
